Pela primeira vez, o seguro no segmento de transportes tem fôlego para crescer em dois dígitos, puxado, principalmente pelo avanço do comércio exterior. A arrecadação dessa modalidade avançou, em média, 13% no acumulado dos primeiros meses deste ano: de R$ 120 milhões para R$ 136 milhões. As expectativas das empresas seguradoras são de que esse percentual aumente ainda mais. Uma discute a elaboração de estratégias para agregar à sua carteira os clientes que estão adquirindo caminhões pesados e semipesados novos. Esses veículos representam um importante sinalizador da área, pois são responsáveis por transportar boa parte da safra do País. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o volume de vendas dessas duas categorias teve aumento médio de 30% de janeiro a maio deste ano, quando foram adquiridos 19.800 unidades. Em igual período do ano passado foram comercializados 15.188 caminhões. "Há duas informações importantes: uma delas é a necessidade de suprir a demanda por novos negócios de transporte no País. A outra é uma renovação da frota de caminhões. Temos a intenção de captar esses clientes, embora no momento ainda não possamos mensurar números". Incluindo dados de toda carteira da modalidade transportes nacionais e internacionais, os números da empresa atingem cerca de R$ 5 milhões no acumulado de 2007, valor 15% superior aos R$ 4,25 milhões na comparação com os cinco primeiros meses de 2006.
Levantamento do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio demonstra que, nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações somam US$ 60 bilhões, crescimento de 20% na comparação do período de janeiro a maio de 2006.
Os bons resultados comerciais têm demonstrado reflexos importantes na carteira de transporte internacional das seguradoras. A líder no segmento de seguros em transportes, tem concentrado maior atenção às operações de exportação. "Há quatro anos temos nos dedicado a realizar pesquisas desse mercado, uma vez que, nesse período, os números do comércio exterior brasileiro mais do que dobraram", afirma Teixeira, diretor de Transportes da seguradora. A Porto Seguro também tem notado os reflexos do bom momento da balança comercial brasileira.
A empresa registrou crescimento expressivo da arrecadação do segmento transporte internacional entre janeiro e abril de 2007. Foram R$ 1,474 milhões, valor 15% maior que o arrecadado em período equivalente no ano passado: R$ 1,279 milhões. "O destaque entre os seguros de transporte é de fato o setor de transportes internacionais. Cresceu bem mais que a média de 3% do restante desta carteira. E o modal rodoviário ainda continua sendo o responsável por transportar grande parte de tudo aquilo o que o País produz", explica Pereira, diretor de ramos elementares e transportes da Porto Seguro.
Não é somente o ramo das exportações que tem aumentado a arrecadação das empresas que atuam com seguros de transportes. O segmento de seguros em transportes nacionais terrestres também tem registrado crescimento. em outra, houve aumento de 11% de janeiro a maio de 2007. Partiu de 1,7 milhão de janeiro a maio de 2006 para 1,9 milhão, na comparação com idêntico período deste ano. O diretor de transportes da seguradora, Santos, atribui a melhora dos resultados à maior agressividade da estratégia adotada pela empresa no período. "Estávamos muito conservadores na área de seguros de transportes. Reestruturamos o setor, contratamos novo pessoal e modificamos essa mentalidade".
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
domingo, 29 de abril de 2007
Atenção ao Seguro Empresarial
Data: 30.04.2007 - Fonte: Valor Econômico
Antes de optar por uma apólice, o primeiro cuidado a tomar é saber que tipo de seguro a empresa precisa contratar. Muitas vezes, o que o micro empresário precisa é de um seguro que cubra enchentes e desabamentos. Na hora de buscar o produto ideal, ele se depara com ofertas amplas ou distantes demais do que procurava. Resultado: o cliente é induzido a levar algo a mais, o que encarecerá o preço do seguro, trará coberturas desnecessárias e pode ainda não cobrir o que deveria. Neste caso, é sempre bom trabalhar com um corretor de confiança, pois este profissional deve atender as necessidades do segurado e não as da seguradora.
"Em um primeiro momento, é recomendável que a empresa interessada em contratar o seguro, antes de contratá-lo, faça uma pesquisa de mercado, levantando as possibilidades de coberturas e seus respectivos prêmios", recomenda Dirce. Ela lembra que a Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão fiscalizador da área securitária brasileira, disponibiliza ao consumidor, por meio do Disque SUSEP (0800 21 8484) ou via site (www.susep.gov.br), diversas informações relativas às seguradoras, inclusive a sua condição legal para estar atuante ou não.
O segundo passo é definir como será feita a contratação. Antonio, advogado especializado em seguros, recomenda que seguros mais complexos sejam feitos com a ajuda de um corretor de seguros que conheça o ramo. Na opinião do advogado Marcelo, especialista em Direito Público e Processo Civil, o seguro deve ser feito somente com pessoal especializado - caso dos corretores de seguros. "Eles podem oferecer um atendimento melhor, de acordo com sua necessidade", diz.
Cliente pode ter assessoria de consultor da Susep
O terceiro passo é determinar a seguradora a ser contratada. Verificar se ela é forte neste tipo de seguro sempre ajuda. Feito isso, Dirce sugere que se leia com atenção a proposta e as condições gerais do seguro, em especial as cláusulas referentes às garantias e aos respectivos riscos excluídos. "É impreterível também verificar se a proposta contém os valores iniciais do prêmio e dos capitais segurados discriminados por cada tipo de cobertura contratada", alerta.
As condições gerais também contêm uma série de informações importantes como, por exemplo, um glossário com as principais definições, período de carência, riscos excluídos, critério de atualização de valores, documentos necessários no caso de pagamento da indenização, etc. Dirce avisa que as condições gerais devem estar acessíveis à empresa contratante, previamente à assinatura da respectiva proposta.
Finalmente, veja se as coberturas escolhidas são as que você precisa e se as importâncias seguradas estão corretas. O mercado de seguros sempre foi muito complicado de ser entendido pelos consumidores. Para evitar problemas posteriores com um contrato repleto de termos técnicos, diversidade de produtos e métodos, cálculos e formação do preço, o caminho é escolher uma apólice clara, com manual do segurado que explique cada cobertura. Na hipótese de o consumidor não ter tempo para ler a documentação, ou mesmo não ter condições econômicas para custear a assessoria de um advogado que atue na área de seguros, é recomendável recorrer à assessoria de um corretor de seguros habilitado pela Susep, como intermediador do contrato de seguros.
Atenção: jamais contrate um seguro com base em informações verbais. "É recomendável que a empresa interessada no contrato de seguros formalize as suas dúvidas e solicite as respectivas respostas por meio eletrônico, fax ou carta postal, imprimindo-as e arquivando junto aos demais documentos relativos ao seguro contratado", ensina a advogada. Na hipótese de necessidade de preenchimento de informações a respeito do perfil do objeto do seguro contratado, certifique-se ainda que as informações fornecidas estão 100% de acordo com a realidade. Caso contrário, há sério risco de perder o direito à indenização. Pequenos cuidados como esses assegurarão o efetivo pagamento da indenização. A apólice do seguro é o contrato do seguro. É direito da empresa segurada ter acesso a uma via da mesma.
Atualmente, Mendonça conta que o índice de problemas entre seguradoras e segurados se situa em pouco mais de o equivalente a 1% do total das indenizações pagas. Se o segurado acertar suas contas em dia, sem atrasos no pagamento, a indenização deve ser obrigatoriamente paga, sem criar problemas ou demoras desnecessárias. Se isto não acontecer, as seguradoras têm ouvidorias. Há ainda a possibilidade de reclamar na Susep ou no Procon, antes de entrar com uma ação judicial. A Susep ainda prevê que as seguradoras indenizem os segurados em casos de indução ao erro de interpretação, ocorrido por culpa da própria seguradora ou de intermediários. "Caso a empresa segurada tenha como comprovar, por meio de provas reconhecidas legalmente (e-mail, por exemplo) a informação incorreta fornecida pelo preposto da seguradora, ele terá direito à indenização", avisa Dirce.
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