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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Roubo de carga é recorde e aumenta custo de empresas de transporte

Ocorrências sobem 23% no 1º semestre; 9 de 10 carregamentos segurados são roubados
Custo com gerenciamento de risco e seguro chega a 17% do faturamento de empresas; Seguradoras se recusam a cobrir determinadas cargas.

O número de roubos de carga bateu novo recorde no primeiro semestre do ano. Houve 23% mais ocorrências entre janeiro e junho do que no mesmo período de 2008. Em valores, o crescimento percentual foi semelhante e chegou a R$ 134,2 milhões em cargas roubadas neste ano no Estado de SP.

De acordo com a Fenaseg (Federação Nacional dos Seguros Gerais), o percentual de sinistros sobre as cargas seguradas (roubadas) atingiu 90% de Janeiro a Maio. A situação é tão grave que algumas Seguradoras têm saído da área ou se recusado a fazer apólices de empresas de setores como eletro-eletrônicos, celulares e medicamentos.

Os dados sobre o aumento no roubo a carga são do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo), baseados em números da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Pelo Estado circulam 53% das cargas transportadas no país, porém apenas a secretaria paulista fornece às entidades do setor informações sobre os roubos para análise.

Crise

O aumento no número de roubos começou no segundo semestre do ano passado. A crise econômica, dizem os especialistas, tem sido responsável por essa alta, porém o desemprego não é o principal gatilho do problema.

"Houve aumento na demanda de receptação de mercadoria roubada", diz Artur Santos, diretor da Mapfre Seguros. "Não há roubo de carga sem encomenda e não se veem televisores ou equipamentos eletrônicos caros nos camelôs da rua 25 de Março. Quando se olha o roubo de carga é que às vezes se entendem algumas promoções agressivas do varejo."

Com a nova alta, o índice de sinistros em cargas seguradas, que no fim de 2008 estava em 62%, subiu para 83% no primeiro trimestre. No número mais recente, que inclui Maio, chegou a 90%.

"Se as seguradoras dependessem apenas dos seguros de frete para sobreviver, estariam quebradas", diz Santos. "Como 9 em cada 10 cargas seguradas são roubadas, se forem colocadas despesas de administração e comissão do corretor, as contas não fecham."

Com isso, as Seguradoras têm se recusado a fazer apólices de determinadas cargas. "Não aceitamos determinados riscos, alguns, só sob restrições, e, no caso de eletrônicos, as condições têm de ser especialíssimas", diz Santos. "As empresas têm participação obrigatória, não indenizamos 100% do valor e tem de haver sistemas redundantes de segurança."

Com o aumento nos roubos, os custos e o trabalho para as empresas são redobrados, os formulários de seguro, que continham duas páginas, agora têm 16.

"As seguradoras passaram a olhar com mais cuidado o cliente querem que ele explique a logística, onde estão as fábricas, se o produto é componente ou acabado. Tudo será questionado e cobrado."

Segundo o coronel reformado do exército e assessor de segurança da federação e da associação nacional de transportes, os custos com seguros e medidas de gerenciamento de risco das empresas giram entre 12% e 15% com relação ao faturamento anual, em média. "Mas conheço empresas de grande porte nas quais o valor chega a 17% do total", diz Souza.

Souza não é o único coronel do exército recrutado pelas transportadoras. Infiltrados nas operações logísticas, profissionais de segurança são contratados para construir a inteligência do transporte. "Eles têm total autonomia sobre a logística".

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Rastreador Graber ajuda polícia a encontrar desmanche de motos


A polícia descobriu um desmanche de motos em Pirituba, na zona norte da capital.
O rastreador de uma moto roubada no sábado levou a polícia ao desmanche. Na casa, não havia ninguém, mas foram encontradas oito motos parcialmente desmontadas.


Veja a matéria do SPTV:
http://sptv.globo.com/Sptv/0,19125,LPO0-6146-20080804-326856,00.html

http:www.YRD.com.br/rastreador_moto.html



sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Roubo de carga

A empresa Cargil Agrícola S/A interpôs ação de indenização por perdas e danos contra a empresa de transportes de cargas Otoni Transportes Ltda., buscando o ressarcimento dos prejuízos oriundos de contrato de transporte de mercadoria que decorreram de roubo à mão armada praticado por terceiros. O pedido foi julgado procedente pelo juízo de primeiro grau, que condenou a transportadora ao pagamento do valor das mercadorias, entendendo que ela “incorreu em negligência ao contratar um seguro o qual não cobria em sua apólice eventos criminosos”. Inconformada, a transportadora apelou e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a decisão. O caso subiu ao Superior Tribunal de Justiça que, por meio da sua Terceira Turma, reformou a decisão entendendo que o transportador não responde pelo roubo da carga transportada quando esse acontece mediante ameaça exercida com arma de fogo, caracterizando caso fortuito ou de força maior. (Recurso Especial n.º 904733 – STJ).

Rastreamento para roubo de cargas, caminhão, carro e moto

A área metropolitana de São Paulo é a de maior risco para roubo de cargas em todo o País. Saída: os equipamentos de rastreamento ajudam a combater os ladrões. Tem pouco mais de dez anos o conceito de gerenciamento de risco de cargas. Começou depois que os roubos nas estradas tornaram-se freqüentes — chegando a algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano, segundo a Confederação Nacional de Transporte (CNT) — e as companhias de seguro concluíram que era preciso haver algum tipo de prevenção. Como ocorreu com os veículos de passeio, que passaram a incorporar alarmes, os caminhões, até pela natureza e valor da carga, incorporaram o rastreamento em tempo real.

Com a adoção do rastreamento nas estradas, o roubo de carga não foi reduzido, mas a escalada pelo menos parou. Era natural, portanto, que os ladrões de cargas acabassem concentrando sua atividade nas áreas urbanas. Aqui, há uma série de vantagens para os ladrões - principalmente o trânsito, que facilita as fugas.

Logo, esse espaço — a região metropolitana de São Paulo — tornou-se o de maior risco do País para todo tipo de carga. O perigo existe em especial porque aqui concentram-se os grandes riscos que, em uma estrada, às vezes podem ocorrer isoladamente. Há cerca de dez anos, os equipamentos de rastreamento, ainda caros e pesados, foram introduzidos na cidade,de telefonia celular, que começava a se disseminar.

Desvios sob vigilância - Para os rastreadores, o serviço parecia mais fácil, porque a carga urbana é considerada mais previsível do que a rodoviária. Tem um roteiro definido, com pontos de entrega definidos, diferente do transporte rodoviário, que às vezes comporta desvios de rota dependendo da conveniência e do espaço no caminhão. "Com essa previsibilidade é possível reproduzir no rastreador a regra (o roteiro) passada ao motorista". Assim, qualquer desvio é imediatamente reconhecido e apontado pelo equipamento.

No início, era bem fácil para todos, porque os ladrões ainda não conheciam o modo de funcionamento. Um rastreador usa antenas —de repetidoras de celulares, de estações de rádio ou em satélites — para seguir um sinal emitido pelo equipamento. O procedimentobásico pode ser a triangulação da posição do veículo por meio de antenas como pode ser a leitura direta de um aparelho Global Positioning System (GPS), ou sistema global de posicionamento, dentro do caminhão. Há dezenas de antenas na área metropolitana, que na realidade cobrem áreas ainda maiores (de Campinas ao alto da serra do Mar, na descida para Santos). Em um caso ou outro, o equipamento emite continuamente coordenadas geográficas, latitude e longitude. Essas coordenadas são recebidas em um central e decodificadas por computadores e programas que situam a posição em um mapa da área — no caso, a cidade de São Paulo.

O cliente pode verificar o percurso de sua carga simplesmente acessando os sites dos rastreadores. Com um nome e uma senha, tem acesso aos sinais de seus carros devidamente marcados em um mapa da área. Qualquer ocorrência estranha pode e deve ser avisada para comunicação com o motorista ou para chamar a polícia. As empresas de rastreamento desenvolvem continuamente os seus programas. Quando um cliente informa uma eventual deficiência ou necessidade, os laboratórios de informática da empresa rastreadora tentam criar uma regra nova para ser verificada pelo sistema. Qualquer sugestão acaba beneficiando todos os clientes.

Sensores para tudo - Isso, porém, não resolve tudo. Para evitar a ação dos ladrões de cargas, carros e motos, as companhias de rastreamento também desenvolveram sensores que avisam sobre atitudes suspeitas. O primeiro deles é o sensor de abertura de portas, que mostra, na central, se a abertura foi feita em lugar previsto, isto é, em um ponto de entrega.

Mas a batalha contra os ladrões sempre se dá com desafios e superações. Apareceu o sensor de abertura de portas e os ladrões passaram a conhecê-lo trataram de entrar pela janela do veículo - que também foram equipados com novos sensores. Isso levou os criminosos a atacar os caminhões nos pontos de carga e descarga, onde a porta fica naturalmente aberta. Hoje, por pedido inicial da indústria farmacêutica, monitora até o tempo em que a porta fica aberta. Em certos casos, sabe-se que o funcionário precisa de 20 segundos para reabrir, retirar a carga e fechar a porta novamente.

A briga contra os ladrões continua. E mais ou menos como a disputa que se trava entre empresas de tecnologia da informação que fazem antivírus para computadores e os hackers, criadores de programas mal intencionados. Um hacker encontra uma brecha, da qual se aproveita para invadir sistemas. O rastreador – como um programador de software – trata de cobrir essa brecha e tenta antecipar outras. É uma luta sem fim.

Graber Rastreamento - YRD Corretora de Seguros