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quarta-feira, 5 de março de 2008

Aliianz Seguros em crescimento no mercado brasileiro

A Allianz Seguros, novo nome da AGF desde o dia 1º de março, quer deixar de ser uma companhia média no Brasil. O maior grupo segurador da Europa e o segundo do mundo, atrás apenas da americana AIG, não descarta nem mesmo aquisições para aumentar sua fatia no mercado brasileiro. Além disso, a companhia fixou como objetivo crescer a taxas maiores que as do mercado local.

Um dos primeiros passos na nova estratégia do grupo alemão foi a nomeação de um responsável pelas operações na Península Ibérica e América do Sul. Antes, países como Brasil e Argentina estavam subordinados ao escritório de Paris. Agora, passam a reportar à Madri, onde ficará o novo presidente, o espanhol Vicente Tardio.

Tardio passou por São Paulo ontem, para participar dos eventos que marcam a troca da marca, que vão consumir R$ 15 milhões em marketing. "O fato de um grupo tão grande como o Allianz dar sua marca ao Brasil é sinal de que aposta neste mercado, que é estratégico para o grupo", disse o executivo ao Valor. O Brasil foi o terceiro país do mundo a mudar a marca, depois de Argentina e Bélgica. Nos últimos quatro anos, o Brasil foi um dos que mais cresceu dentro do grupo Allianz, que opera em 70 países. A Allianz ocupa a oitava posição no ranking brasileiro, excluindo as operações de vida.

O principal objetivo de Tardio é aumentar o intercâmbio entre a América do Sul e a Península Ibérica. A Espanha é o quinto maior mercado da Allianz no mundo, com prêmios de 2,6 bilhões de euros ao ano. Também é considerado uma das operações mais eficientes e com melhor tecnologia. O projeto é que o Brasil siga os mesmos passos. Para isso, Tardio quer criar um intercâmbio para incentivar o desenvolvimento de tecnologias e aumentar o treinamento de profissionais, inclusive para operar no mercado aberto de resseguros.

O Brasil está entre as 20 maiores operações do grupo no mundo, que opera em 70 países. Em 2006 o país entrou no grupo dos mercados que faturam mais de 500 milhões de euros. No ano passado, já ultrapassou os 600 milhões de euros.

"Nosso objetivo é não só cumprir as metas, mas crescer mais que o mercado", diz ele. Para isso, quer aumentar a eficiências das operações aqui, o que inclui a melhora dos equipamentos dos corretores para facilitar as vendas. Além disso, vai analisar as oportunidades de aquisição que aparecerem.

Para o resseguro, o grupo Allianz ainda não definiu que estratégia terá no Brasil. Segundo Tardio, o conselho do grupo, que tem uma das maiores resseguradoras do mundo, a Allianz Re, avalia se vai operar no país como ressegurador admitido (com escritório de representação) ou como local (constituindo empresa aqui).

O grupo Allianz fez uma façanha em 2007 na Alemanha. Lucrou US$ 11,7 bilhões, não só o maior resultado da companhia, como também o maior da história alemã. O faturamento bateu em US$ 151 bilhões. No Brasil, faturou R$ 1,6 bilhão. O lucro líquido foi de R$ 70 milhões.

Ainda com relação à mudança da marca no país, a estratégia para fixar a marca Allianz inclui a Fórmula 1. O grupo é patrocinador mundial do campeonato e trouxe esta semana para São Paulo um simulador do carro original da escuderia Williams, que pode ser pilotado no Shopping Eldorado. Em outro shopping da cidade, o Market Place, montou uma réplica do Allianz Arena, estádio de Munique onde ocorreu a abertura da Copa do Mundo de 2006.

Em 1997, a Allianz adquiriu 57,6% do grupo francês AGF, que já operava há quase 100 anos no Brasil. Em agosto do ano passado, chegou aos 100% do capital e começou o processo de mudança de marca. Dentro dos eventos para anunciar a mudança da marca, executivos das unidades da França, Alemanha, Itália também vieram ao Brasil ontem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

AGF vira Allianz Seguros em 1º de Março de 2.008

A Allianz Seguros está oficialmente criada. Com investimentos de R$ 15 milhões até junho, a campanha criada pela Ogilvy, parceira mundial do grupo alemão, será apresentada ao público a partir de 1 de março. "Há três anos estamos preparando todos os nossos funcionários, corretores, clientes e fornecedores, incluindo o nome Allianz ao lado da marca AGF em nossos produtos e divulgações e por isso acreditamos que a mudança será bem recebida", diz Max Thiermann, presidente da subsidiária brasileira da maior seguradora do mundo em faturamento, apresentando seu novo cartão de visitas.

A mudança envolve todo o processo do grupo, desde o cartão até o processo de informática, que segundo o executivo têm sido o mais trabalhoso e que consome a maior parte do investimento. Para o público em geral e corretores, a agência criou peças publicitárias que serão veiculadas no cinema, na tevê a cabo, no rádio e na mídia impressa.

O nome AGF - Société Centrale des Assurances Générales de France, uma das maiores seguradoras francesas adquirida pelo grupo alemão em 1997 - foi adotado no Brasil em 1993. A companhia, fundada em 1903, chamava-se Brasil Companhia de Seguros. "O único lugar onde o nome AGF deve prevalecer é na França", diz Thiermann.

No ano passado, após a Allianz ter conseguido concretizar a compra de 100% da AGF, começou um processo mundial de mudança da marca. "É preciso receber um convite e nós fomos convidados a usar a bandeira Allianz", diz o executivo chileno, que está no Brasil desde 2004. Para usar a marca Allianz, a companhia tem de estar dentro de padrões determinados pela matriz, onde são avaliados indicadores financeiros, produtos, nível dos funcionários e qualidade dos distribuidores. A subsidiária argentina foi a primeira na América Latina a fazer a mudança, já realizada por aproximadamente 80% das filiais do grupo espalhadas pelo mundo. No Brasil, que recebeu o convite juntamente com o país vizinho, foi preciso mais tempo para preparar a troca da marca em razão de ser o maior mercado de seguros da região.

Sem revelar números de 2007 em razão do balanço estar sendo auditado para publicação prevista até o final deste mês, Thiermann conta que a seguradora teve um bom ano. "O período foi marcado por uma forte competição em seguro de carro, que representa quase 40% do nosso faturamento, e também pela queda nas taxas de juros." Em contrapartida, acrescenta, o crescimento do Brasil tem impulsionado outros ramos de seguros, como o transporte e os que envolvem projetos de infra-estrutura. "Fechamos muitos negócios na área de energia, aeronáutico e estamos apostando no segmento rural, onde o Brasil se destaca mundialmente."

Em 2008, aumentar as vendas em 15% e reduzir os custos administrativos estão entre os grandes desafios da Allianz no Brasil. Esses dois fatores são vitais para manter a rentabilidade com a redução dos ganhos financeiros causada pela queda da Selic.

Segundo dados publicados na Susep (Superintendência de Seguros Privados), a AGF é a nona maior seguradora em automóvel, com prêmios de R$ 594 milhões, alta de 2% em 2007. No ano passado, o grupo apresentou várias novidades neste segmento, como o seguro para deficientes físicos e fez a sua estréia em Seguro de Motos, uma área pouco explorada pelas seguradoras brasileiras.

Em riscos patrimoniais, com seguros industriais, empresariais, condomínios e residencial, as vendas chegaram a R$ 337 milhões, alta de 9%. Em transportes, os prêmios totalizaram R$ 147 milhões, evolução de 36%, o que a coloca em terceiro lugar no ranking do segmento, superada apenas pela Unibanco-AIG e Bradesco. Em rural, já ocupa a quarta colocação, com prêmios de R$ 47 milhões.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

AGF passa a se chamar Allianz Seguros em 2008

A AGF Seguros terá um novo nome em 2008. A partir de primeiro de março, a seguradora passa a se chamar Allianz Seguros. Ontem à tarde, Gross, vice-presidente de marketing corporativo do grupo Allianz, maior conglomerado financeiro da Europa e segundo maior seguradora do mundo, passou por São Paulo para explicar aos corretores e funcionários da AGF como a mudança será feita.

Gross contou que em cada país a mudança vem sendo feita de um jeito diferente. Nos últimos cinco anos, ele já participou de várias trocas. Foram mais de 20 seguradoras que tiveram o nome alterado. A Argentina foi um dos exemplos mais recentes. O processo terminou em setembro e houve a substituição completa da marca.

Na Itália, foi mais complicado. A Allianz é dona de três seguradoras lá, com nomes fortes no mercado local. Por isso, a estratégia foi primeiro colocar o nome Allianz na frente da marca tradicional para em um segundo momento deixar só o nome da companhia alemã.

Outro caso complicado foi na Eslováquia, onde a Allianz comprou uma seguradora estatal. Primeiro teve que sanear a empresa, melhorar os indicadores econômicos e o serviço aos clientes para depois adotar a marca Allianz. Foram mais de dois anos de trabalho.

O executivo fala que não há um modelo para trocar uma marca. Depende das operações da empresa em cada país. Até agora, os resultados foram bons. "Em todos estes anos, não temos exemplos de mudanças mal sucedidas", afirma Gross, que é indiano radicado na Alemanha.

Os principais critérios são ver se a companhia tem indicadores financeiros, produtos, funcionários e distribuidores dentro do "padrão" Allianz. Em geral, são processos caros que exigem investimento relevante, diz Gross.

No Brasil, o processo começou este ano e conta com a participação de toda empresa. A troca de nome vai deste o cartão de visitas até os brindes promocionais e as fachadas dos 60 escritórios da seguradora pelo país. No momento, funcionários e os corretores estão sendo comunicados, informa Gabriele Tischler, diretora de gestão de negócios da AGF, que está comandando o processo. Também haverá uma campanha de mídia para informar. Para isso, a AGF passou a trabalhar com a agência Ogilvy, que é a mesma que o grupo alemão opera mundialmente.

A AGF tem esse nome no Brasil desde 1993. A seguradora, porém, opera no país desde 1903. Inicialmente apenas com apólices para transporte e depois com outros ramos, incluindo automóveis e saúde. O nome inicial foi Brasil Companhia de Seguros, que se transformou em AGF em 1993. Em 2006, a companhia faturou R$ 1,4 bilhão e lucrou R$ 69 milhões. No primeiro semestre, as receitas somaram R$ 703 milhões.

O grupo alemão Allianz comprou uma fatia de 57% da seguradora francesa AGF em 1997. Em setembro deste ano concluiu a aquisição do restante das ações e passou a deter 100% do capital. Dentro da estratégia de ter uma marca global, aos poucos foi trocando o nome das unidades. Até agora, 85% das operações mundiais do grupo, que opera em 70 países, já têm o nome Allianz. Segundo Gross, a estratégia de ter uma marca global permite grandes ações de patrocínio, como o da Fórmula 1.

A Allianz tem números astronômicos. São 173 mil funcionários no mundo e 70 milhões de clientes em 70 países. O faturamento em 2006 foi de 101 bilhões de euros. Este ano, até setembro, somaram 76,7 bilhões de euros, alta de 0,5%. O lucro líquido cresceu 29%, para 7,3 bilhões de euros.