Mais do que vencer a barreira cultural do brasileiro de não se planejar para o futuro, o setor de Previdência Privada tem um novo e inédito desafio à frente: conviver com juros abaixo de dois dígitos.
Com a queda da Selic, para os atuais 9,25% ao ano, os custos associados a um plano de previdência passam a ter um peso mais relevante, senão decisivo, no volume de recursos a ser acumulado.
Hoje, ainda é possível encontrar fundos de previdência com taxas de gestão de 3,5% ao ano, o que significa dizer que, para um retorno equivalente à Selic, o ganho anual do investidor seria, grosso modo, de 5,5% - vale lembrar que sobre as contribuições é cobrada uma taxa de carregamento, que varia de acordo com tamanho de aporte, volume de reservas ou tempo.
"Assim como se troca de carro em busca de modelos mais modernos, sofisticados, os planos de previdência precisam ser atualizados". Um fundo com taxa de 3,5% era razoável dez anos atrás, quando surgiram os primeiros planos, uma vez que a Selic estava muito mais alta, acima de 20%, o que acabava compensando o custo alto de gestão.
Na prática, com menos de 1% é possível remunerar o gestor do fundo de previdência. Não só porque há um volume considerável de reservas hoje na previdência, sobre o qual incide a taxa de gestão, mas porque o grosso dos recursos está em fundos de renda fixa que compram basicamente títulos públicos e de grandes bancos do varejo, com escala. Levantamento mostra que os fundos de previdência que recebem recursos de planos do tipo PGBL, VGBL e Fapi reuniam no fim de maio patrimônio líquido de R$ 121,9 bilhões, dos quais R$ 110,7 bilhões estavam alocados em fundos 100% renda fixa.
A queda do juro, também reduziu as vantagens fiscais da previdência em relação aos fundos de investimento tradicionais na fase de acumulação de reservas. No passado, um investidor que aplicasse R$ 100 mil num fundo de renda fixa com retorno de 20%, ao fim de um ano tinha de recolher só de come-cotas semestral o equivalente a 15% sobre o ganho financeiro, ou cerca de R$ 3 mil. Dinheiro que na previdência não sai do fundo, por não haver come-cotas semestral.
Hoje, essa vantagem diminuiu. O come-cotas de um fundo que rende 10% para um investimento de R$ 100 mil é de R$ 1,5 mil. Se a taxa de administração for de 1%, o investidor terá de arcar com mais R$ 1 mil, num total de R$ 2,5 mil. Na previdência, num fundo que tenha a mesma rentabilidade, mas com uma taxa de gestão de 3%, o investidor que tenha aplicado R$ 100 mil terá um custo anual de R$ 3 mil. "Para efeito de acumulação, um fundo de previdência com taxa acima de 2% é menos vantajoso do que um fundo tradicional com taxa de 1%".
A caderneta de poupança sai fortalecida. Mais que isso, ela caminha para se tornar a melhor aplicação, ao ter rentabilidade prefixada de 6% acima da TR, livre de risco e com isenção de imposto. O governo vai fazer algum tipo de ajuste para manter a atratividade tanto dos fundos de investimento quanto da previdência, grandes financiadores da dívida pública e de empresas. No curto prazo, um dos caminhos poderia ser a ampliação das vantagens tributárias da previdência, quem sabe até zerando a alíquota de IR. No longo prazo, a rentabilidade da poupança deverá ser alvo de mudanças, atrelando-a a um percentual da Selic
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Qual é a melhor Previdência Privada: PGBL ou VGBL?
Qual a melhor e mais segura previdência privada? PGBL ou VGBL?
Ambas oferecem o mesmo rendimento e a mesma renda na aposentadoria.
Para o investidor, a escolha deve levar em conta alguns aspectos.
O PGBL é melhor para quem faz declaração de Imposto de Renda completa e tem IR a pagar na pessoa física. Só deve aplicar até 12% da renda bruta anual, pois o investidor tem o benefício de postergar o pagamento do Imposto de Renda devido.
Já o VGBL é ideal para quem faz Imposto de Renda no modelo simplificado, ou é isento, ou faz Imposto de Renda Completo, mas quer contribuir mais de 12% da renda bruta anual.
A aposentadoria depende de quanto a pessoa consegue acumular no período de contribuição.
Portanto, pergunte: qual a taxa de carregamento? O valor descontado de cada aporte? O ideal é que seja zero ou o mais baixo possível.
E qual a taxa de administração? Esta é a que vai afetar o bolso do cliente.
Considere, por exemplo, taxa da economia a 9,5% ao ano, e uma contribuição mensal de R$ 200. Com taxa de administração de 3%, o valor acumulado será de R$ 213.405,26. Já com 1%, R$ 309.558,36.
Portanto, pesquise peça portabilidade para o fundo que lhe ofereça melhores condições, hoje sendo a Porto Seguro e SulAmérica Seguros. Fuja de Bancos, que cobram altas taxas, tanto no carregamento quanto na administração.
Ambas oferecem o mesmo rendimento e a mesma renda na aposentadoria.
Para o investidor, a escolha deve levar em conta alguns aspectos.
O PGBL é melhor para quem faz declaração de Imposto de Renda completa e tem IR a pagar na pessoa física. Só deve aplicar até 12% da renda bruta anual, pois o investidor tem o benefício de postergar o pagamento do Imposto de Renda devido.
Já o VGBL é ideal para quem faz Imposto de Renda no modelo simplificado, ou é isento, ou faz Imposto de Renda Completo, mas quer contribuir mais de 12% da renda bruta anual.
A aposentadoria depende de quanto a pessoa consegue acumular no período de contribuição.
Portanto, pergunte: qual a taxa de carregamento? O valor descontado de cada aporte? O ideal é que seja zero ou o mais baixo possível.
E qual a taxa de administração? Esta é a que vai afetar o bolso do cliente.
Considere, por exemplo, taxa da economia a 9,5% ao ano, e uma contribuição mensal de R$ 200. Com taxa de administração de 3%, o valor acumulado será de R$ 213.405,26. Já com 1%, R$ 309.558,36.
Portanto, pesquise peça portabilidade para o fundo que lhe ofereça melhores condições, hoje sendo a Porto Seguro e SulAmérica Seguros. Fuja de Bancos, que cobram altas taxas, tanto no carregamento quanto na administração.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Brasil avança no ranking da Previdência Privada
Um estudo de dois economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o Brasil é o 14º país que mais gasta com Previdência, numa lista que inclui os 113 países do mundo que informam estes dados à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os gastos previdenciários do Brasil correspondem a 11,7% do PIB. O país que encabeça a lista, a Itália, gasta com Previdência 17,6% do PIB.
"O gasto do governo brasileiro com o sistema previdenciário está acima da capacidade de pagamento do país".
Os dados utilizados no cálculo incluem o pagamento das aposentadorias públicas e privadas por tempo de contribuição e benefícios como a aposentadoria rural e as pensões por idade. O governo quer mudar a contabilidade desses gastos, para retirar esses benefícios da conta da Previdência, e assim reduzir o déficit do sistema.
Nos outros países, o cálculo pode ser diferente, mas os economistas do Ipea utilizaram os dados oficiais informados à OCDE por cada país.
Variáveis
Para concluir que os gastos brasileiros são elevados, os economistas do Ipea analisaram cinco variáveis. "A combinação desses indicadores mostra que o Brasil está gastando muito com Previdência, mais do que esses indicadores exigem".
Um desses indicadores é a dependência demográfica, que mede a proporção entre a população com mais de 65 anos em relação à população em idade ativa. O número do Brasil é 9, o que significa uma proporção relativamente baixa de idosos dependendo dos trabalhadores na ativa. Na Itália, por exemplo, esse indicador é 29,7.
"Quanto mais alto, maior o gasto com Previdência, então o gasto do Brasil, por este indicador, deveria ser menor".
Também deveria contribuir para um gasto menor a alíquota elevada de contribuição sobre os salários, que no Brasil é de 31% - o máximo na amostra analisada é de 35%.
Por outro lado, contribui para diminuir a sustentabilidade do sistema o fato de a proporção dos contribuintes como força de trabalho (empregos formais) ser de 56,4% do total. "É uma base de financiamento precária para a base de beneficiários que o sistema se propõe a atender".
O valor médio dos benefícios recebidos por aposentados e pensionistas brasileiros em relação à renda per capita do país está acima da média dos outros países analisados. No Brasil, os benefícios representam 59,4% da renda per capita, enquanto na mediana dos outros países é de 48,5%.
Idade mínima
Dos 113 países da amostra, o Brasil é um dos seis que não tem limites claros de idade mínima para aposentadoria. Embora as mudanças mais recentes nas regras tenham estabelecido idade mínima para quem entra no sistema, não se pode dizer que o país tem, como um todo, uma idade mínima, porque ainda é possível se aposentar apenas pelo tempo de contribuição.
"Isso faz com que a pirâmide de contribuintes e beneficiários, que deveria ser larga na base e fina no topo, no Brasil seja alargada no meio".
Miranda está entre os economistas que defendem - como a área econômica do governo - a mudança na contabilidade na Previdência para retirar da conta os pagamentos com a aposentadoria rural e a pensão por idade, recebidos por pessoas que não contribuíram para o sistema. "São benefícios sociais, e deveriam ser custeados pelo Tesouro, não pela Previdência".
Se a contabilidade de fato mudar, o gasto de 11,7% do PIB com Previdência deve diminuir, mas ele não se arrisca a dizer se o sistema ainda vai continuar acima da capacidade de pagamento do governo. "São cálculos muito complexos, e seria preciso refazer todas as contas".
Embora seja um órgão do governo - antes subordinado ao Ministério do Planejamento e agora à Secretaria de Planejamento de Longo Prazo -, o Ipea faz estudos de forma independente das políticas oficiais. O estudo sobre a Previdência é um texto para discussão, e não uma proposta oficial do órgão sobre o assunto
Os gastos previdenciários do Brasil correspondem a 11,7% do PIB. O país que encabeça a lista, a Itália, gasta com Previdência 17,6% do PIB.
"O gasto do governo brasileiro com o sistema previdenciário está acima da capacidade de pagamento do país".
Os dados utilizados no cálculo incluem o pagamento das aposentadorias públicas e privadas por tempo de contribuição e benefícios como a aposentadoria rural e as pensões por idade. O governo quer mudar a contabilidade desses gastos, para retirar esses benefícios da conta da Previdência, e assim reduzir o déficit do sistema.
Nos outros países, o cálculo pode ser diferente, mas os economistas do Ipea utilizaram os dados oficiais informados à OCDE por cada país.
Variáveis
Para concluir que os gastos brasileiros são elevados, os economistas do Ipea analisaram cinco variáveis. "A combinação desses indicadores mostra que o Brasil está gastando muito com Previdência, mais do que esses indicadores exigem".
Um desses indicadores é a dependência demográfica, que mede a proporção entre a população com mais de 65 anos em relação à população em idade ativa. O número do Brasil é 9, o que significa uma proporção relativamente baixa de idosos dependendo dos trabalhadores na ativa. Na Itália, por exemplo, esse indicador é 29,7.
"Quanto mais alto, maior o gasto com Previdência, então o gasto do Brasil, por este indicador, deveria ser menor".
Também deveria contribuir para um gasto menor a alíquota elevada de contribuição sobre os salários, que no Brasil é de 31% - o máximo na amostra analisada é de 35%.
Por outro lado, contribui para diminuir a sustentabilidade do sistema o fato de a proporção dos contribuintes como força de trabalho (empregos formais) ser de 56,4% do total. "É uma base de financiamento precária para a base de beneficiários que o sistema se propõe a atender".
O valor médio dos benefícios recebidos por aposentados e pensionistas brasileiros em relação à renda per capita do país está acima da média dos outros países analisados. No Brasil, os benefícios representam 59,4% da renda per capita, enquanto na mediana dos outros países é de 48,5%.
Idade mínima
Dos 113 países da amostra, o Brasil é um dos seis que não tem limites claros de idade mínima para aposentadoria. Embora as mudanças mais recentes nas regras tenham estabelecido idade mínima para quem entra no sistema, não se pode dizer que o país tem, como um todo, uma idade mínima, porque ainda é possível se aposentar apenas pelo tempo de contribuição.
"Isso faz com que a pirâmide de contribuintes e beneficiários, que deveria ser larga na base e fina no topo, no Brasil seja alargada no meio".
Miranda está entre os economistas que defendem - como a área econômica do governo - a mudança na contabilidade na Previdência para retirar da conta os pagamentos com a aposentadoria rural e a pensão por idade, recebidos por pessoas que não contribuíram para o sistema. "São benefícios sociais, e deveriam ser custeados pelo Tesouro, não pela Previdência".
Se a contabilidade de fato mudar, o gasto de 11,7% do PIB com Previdência deve diminuir, mas ele não se arrisca a dizer se o sistema ainda vai continuar acima da capacidade de pagamento do governo. "São cálculos muito complexos, e seria preciso refazer todas as contas".
Embora seja um órgão do governo - antes subordinado ao Ministério do Planejamento e agora à Secretaria de Planejamento de Longo Prazo -, o Ipea faz estudos de forma independente das políticas oficiais. O estudo sobre a Previdência é um texto para discussão, e não uma proposta oficial do órgão sobre o assunto
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Previdência é uma despesa que tem que estar no orçamento familiar
A pesquisa de orçamento familiar divulgado pelo IBGE na semana passada mostra que mesmo o brasileiro que ganha mais de R$ 6 mil mensais tem dificuldades para chegar ao fim do mês com o salário que recebe. É um dado extremamente relevante. Mais de 50% dessas famílias está com problemas no orçamento e estão na faixa de maior renda da população.
Chegou a hora de chamar a família para uma boa conversa, pois vocês estão gastando além da conta. Numa perspectiva muito otimista, você que recebe R$ 6 mil vai se aposentar com metade do seu poder aquisitivo. Isso quer dizer que, se você já tem problemas hoje para financiar seus gastos, o futuro é sombrio quando receberá metade do que ganha atualmente.
O mercado de previdência está em verdadeira ebulição. Aspectos como longevidade e quebra do modelo tradicional de previdência têm levado sérias preocupações a gestores de carteira, governos e famílias. Se você não tem acompanhado esse debate, está bastante atrasado.
Quanto maior sua renda, maior também será o problema para financiar a aposentadoria. Isso porque a diferença entre o que você ganha e o que vai receber do governo aumenta. A outra razão é que a expectativa de vida para os mais ricos é maior. A expectativa de vida do brasileiro está, em média, acima de 68 anos. Mas, no grupo de pessoas de renda mais alta, a expectativa de vida está acima de 80 anos. "Na verdade, é um problema grave já para quem recebe acima de R$ 4 mil", diz o executivo. O impacto da longevidade sobre sua necessidade de construir um patrimônio é direto e veja que esta análise está restrita aos aspectos de previdência. "Some-se a este problema os custos com saúde durante sua aposentadoria e aí você terá um grande problema".
Se você conseguir acumular R$ 1 milhão, poderá retirar mensalmente R$ 5 mil durante a aposentadoria. Trata-se de um valor médio, e que já leva em conta a expectativa de vida atual. "O ideal é que você consuma 0,5% de sua reserva da aposentadoria para que ela seja suficiente para toda a sua vida". "Há quem estipule 1%, mas acho muito arriscado".
Para ter R$ 1 milhão daqui a 30 anos, você precisará investir R$ 175 mil numa aplicação hoje que lhe renda 6% ao ano sobre a inflação. O outro caminho é fazer aportes mensais e deixar que as taxas de juro compostas façam o trabalho mais difícil para você. "Você precisa separar 10% do seu salário para esta finalidade".
Aos 35 anos de idade, para cada R$ 10 que você acumula na aposentadoria, R$ 7 vem da capitalização das aplicações e apenas R$ 3 são de contribuição efetivamente, ou seja, de você colocar a mão no bolso. Aos 45 anos de idade esta relação já fica em 50%. E, aos 50 anos de idade, a relação se inverte e fica R$ 3 de capitalização para R$ 7 de contribuição.
Essas famílias que estão na faixa mais alta de renda e ainda assim não estão conseguindo viver com o que ganham têm um enorme problema. "Eu aconselho fazer um orçamento, pois, provavelmente eles não tem sequer um orçamento". "Esta é uma despesa extremamente importante e que tem de fazer parte do orçamento doméstico".
Tempo e dinheiro é questão de pragmatismo. "Muitas pessoas dizem que estão sem tempo e passam horas na frente da televisão". Com dinheiro ocorre o mesmo. Basta um olhar mais acurado no orçamento para enxergar ralos por onde podem estar escoando os dias de boa vida durante sua aposentadoria.
"Quando fizer seu orçamento pense primeiro em você". Caso contrário, você terá de encontrar alguém que pague seus custos depois de aposentado ou terá que mudar seu padrão de vida. "O problema da aposentadoria é individual, não espere que alguém resolva para você".
Chegou a hora de chamar a família para uma boa conversa, pois vocês estão gastando além da conta. Numa perspectiva muito otimista, você que recebe R$ 6 mil vai se aposentar com metade do seu poder aquisitivo. Isso quer dizer que, se você já tem problemas hoje para financiar seus gastos, o futuro é sombrio quando receberá metade do que ganha atualmente.
O mercado de previdência está em verdadeira ebulição. Aspectos como longevidade e quebra do modelo tradicional de previdência têm levado sérias preocupações a gestores de carteira, governos e famílias. Se você não tem acompanhado esse debate, está bastante atrasado.
Quanto maior sua renda, maior também será o problema para financiar a aposentadoria. Isso porque a diferença entre o que você ganha e o que vai receber do governo aumenta. A outra razão é que a expectativa de vida para os mais ricos é maior. A expectativa de vida do brasileiro está, em média, acima de 68 anos. Mas, no grupo de pessoas de renda mais alta, a expectativa de vida está acima de 80 anos. "Na verdade, é um problema grave já para quem recebe acima de R$ 4 mil", diz o executivo. O impacto da longevidade sobre sua necessidade de construir um patrimônio é direto e veja que esta análise está restrita aos aspectos de previdência. "Some-se a este problema os custos com saúde durante sua aposentadoria e aí você terá um grande problema".
Se você conseguir acumular R$ 1 milhão, poderá retirar mensalmente R$ 5 mil durante a aposentadoria. Trata-se de um valor médio, e que já leva em conta a expectativa de vida atual. "O ideal é que você consuma 0,5% de sua reserva da aposentadoria para que ela seja suficiente para toda a sua vida". "Há quem estipule 1%, mas acho muito arriscado".
Para ter R$ 1 milhão daqui a 30 anos, você precisará investir R$ 175 mil numa aplicação hoje que lhe renda 6% ao ano sobre a inflação. O outro caminho é fazer aportes mensais e deixar que as taxas de juro compostas façam o trabalho mais difícil para você. "Você precisa separar 10% do seu salário para esta finalidade".
Aos 35 anos de idade, para cada R$ 10 que você acumula na aposentadoria, R$ 7 vem da capitalização das aplicações e apenas R$ 3 são de contribuição efetivamente, ou seja, de você colocar a mão no bolso. Aos 45 anos de idade esta relação já fica em 50%. E, aos 50 anos de idade, a relação se inverte e fica R$ 3 de capitalização para R$ 7 de contribuição.
Essas famílias que estão na faixa mais alta de renda e ainda assim não estão conseguindo viver com o que ganham têm um enorme problema. "Eu aconselho fazer um orçamento, pois, provavelmente eles não tem sequer um orçamento". "Esta é uma despesa extremamente importante e que tem de fazer parte do orçamento doméstico".
Tempo e dinheiro é questão de pragmatismo. "Muitas pessoas dizem que estão sem tempo e passam horas na frente da televisão". Com dinheiro ocorre o mesmo. Basta um olhar mais acurado no orçamento para enxergar ralos por onde podem estar escoando os dias de boa vida durante sua aposentadoria.
"Quando fizer seu orçamento pense primeiro em você". Caso contrário, você terá de encontrar alguém que pague seus custos depois de aposentado ou terá que mudar seu padrão de vida. "O problema da aposentadoria é individual, não espere que alguém resolva para você".
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Aumento da procura por VGBL sinaliza mudança de cultura
A liderança absoluta do VGBL no ranking de captação, com 68,51% do total, seguido pelo PGBL, com 17,16% do total, revela a abrangência dos produtos de previdência entre os brasileiros de todas as faixas sociais. "O VGBL atende o público de A a Z, da classe baixa à alta. É uma alternativa real de investimento tanto para a pessoa que faz sua declaração simplificada e investe R$ 50,00 por mês quanto para a pessoa de alto poder aquisitivo como opção, por exemplo, para o planejamento sucessório, pois não entra no inventário".
O grande charme do VGBL é a sua flexibilidade como instrumento de poupança de longo prazo não apenas para aposentadoria, como para viabilizar estudos, viagens etc. De cada R$ 100,00 captados, 20% vão para o PGBL, 10% para os planos tradicionais e 70% são aportados no VGBL. "Este produto tem sido procurado por uma parcela cada vez maior de pessoas, desde pais que querem garantir o futuro dos filhos até em casos de planejamento de sucessão, pois é um meio mais rápido e prático de transferir renda a herdeiros já que ao não entrar no inventário não tem imposto de sucessão".
O aumento da procura pelo plano VGBL sinaliza que o brasileiro está mudando sua cultura de investimento para uma de longo prazo. O Brasil vive o momento em que a estabilidade econômica atravessa uma geração, o que garante uma segurança cada vez maior ao investidor que quer planejar seu futuro sobre bases mais sólidas. "Um produto como o VGBL torna-se fundamental para quem, por exemplo, pretende colher dinheiro que tem vocação de investimento de longo prazo com incentivos fiscais, já que é possível optar pela alíquota decrescente".
Houve dois movimentos que levaram muitos aplicadores ao VGBL. Inicialmente, ocorreu uma forte realocação de recursos oriundos da caderneta de poupança ou de fundos de investimento. E, mais recentemente, muitos aplicadores de alta renda começaram a procurar o produto como meio de planejamento sucessório. Isso porque, no VGBL, em caso de morte do aplicador, os recursos serão sacados pelos beneficiários sem ter de passar pelo inventário, o que facilita o processo de transferência. "Por isso, o VGBL passou a chamar atenção de escritórios de advocacia e private bankers na gestão de fortunas".
Além disso, a previdência privada continua sendo um importante instrumento realizador de sonhos de longo prazo. "Quando criança, é possível pensar no pagamento da faculdade; aos 18 anos, pensa-se em comprar um carro; aos 30, em casar e comprar uma casa". "Portanto, em cada momento da vida é possível ter sonhos de mais longo prazo."
O aumento da procura por planos para empresas é outro dado que reforça a tendência em favor do VGBL Empresarial, houve um aumento de 40% nas cotações dos planos empresariais e um crescimento de 31% nas adesões neste ano.
O grande charme do VGBL é a sua flexibilidade como instrumento de poupança de longo prazo não apenas para aposentadoria, como para viabilizar estudos, viagens etc. De cada R$ 100,00 captados, 20% vão para o PGBL, 10% para os planos tradicionais e 70% são aportados no VGBL. "Este produto tem sido procurado por uma parcela cada vez maior de pessoas, desde pais que querem garantir o futuro dos filhos até em casos de planejamento de sucessão, pois é um meio mais rápido e prático de transferir renda a herdeiros já que ao não entrar no inventário não tem imposto de sucessão".
O aumento da procura pelo plano VGBL sinaliza que o brasileiro está mudando sua cultura de investimento para uma de longo prazo. O Brasil vive o momento em que a estabilidade econômica atravessa uma geração, o que garante uma segurança cada vez maior ao investidor que quer planejar seu futuro sobre bases mais sólidas. "Um produto como o VGBL torna-se fundamental para quem, por exemplo, pretende colher dinheiro que tem vocação de investimento de longo prazo com incentivos fiscais, já que é possível optar pela alíquota decrescente".
Houve dois movimentos que levaram muitos aplicadores ao VGBL. Inicialmente, ocorreu uma forte realocação de recursos oriundos da caderneta de poupança ou de fundos de investimento. E, mais recentemente, muitos aplicadores de alta renda começaram a procurar o produto como meio de planejamento sucessório. Isso porque, no VGBL, em caso de morte do aplicador, os recursos serão sacados pelos beneficiários sem ter de passar pelo inventário, o que facilita o processo de transferência. "Por isso, o VGBL passou a chamar atenção de escritórios de advocacia e private bankers na gestão de fortunas".
Além disso, a previdência privada continua sendo um importante instrumento realizador de sonhos de longo prazo. "Quando criança, é possível pensar no pagamento da faculdade; aos 18 anos, pensa-se em comprar um carro; aos 30, em casar e comprar uma casa". "Portanto, em cada momento da vida é possível ter sonhos de mais longo prazo."
O aumento da procura por planos para empresas é outro dado que reforça a tendência em favor do VGBL Empresarial, houve um aumento de 40% nas cotações dos planos empresariais e um crescimento de 31% nas adesões neste ano.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Previdência Privada: quanto antes começar, melhor
O leitor já deve ter entendido um raciocínio fundamental: quanto mais cedo começar a poupar em um plano de Previdência Privada complementar mais terá acumulado na fase da aposentadoria. Já deve ter lido também que a previdência pública está à beira de um colapso e quando chegar a sua hora de descansar e aproveitar a vida na velhice é possível que as dificuldades sejam ainda maiores, em razão dos déficits acumulados sempre crescentes. Também já sabe que para quem começa um plano de previdência cedo os aportes necessários para uma aposentadoria tranqüila são bem menores que os das pessoas que começam a se preocupar com isso com idade mais avançada. Então, caro leitor, você já recebeu as informações básicas para começar um plano de previdência privada complementar. Se não o fez ainda é porque suas dúvidas são mais sofisticadas.
Deve estar avaliando, por exemplo, que muitas empresas, inclusive algumas do setor financeiro, não têm uma vida tão longa quanto a dos anos que faltam para a sua aposentaria ser paga. E se o seu dinheiro poupado com tanto suor sumir junto com a empresa? Quero informar que isso é impossível. Existem regras que garantem ao investidor que o contrato assinado será cumprido. O seu dinheiro não irá se misturar com o da empresa de previdência e estará sempre a sua disposição, mesmo que a empresa deixe de existir.
Você pode se perguntar também se um plano com 100% de investimento em renda fixa vai render o suficiente para realizar os objetivos esperados no seu plano previdenciário. Faz todo sentido, visto que ainda não inventaram uma bola de cristal boa o suficiente para prever os altos e baixos da economia brasileira. Mas não se preocupe, os planos VGBL e PGBL, que são os planos de previdência mais comuns, possibilitam que você altere a composição da carteira sempre que achar necessário. Assim é possível optar por diversas combinações entre renda fixa e variável de forma a buscar a melhor rentabilidade, sempre que assim o desejar.
E se porventura você estiver insatisfeito com o atendimento e/ou performance dos administradores da sua instituição poderá levar o seu plano para outra, sem maiores complicações e sem custos. É a chamada cláusula da portabilidade. A única exigência é uma carência de 60 dias da data do início de seu plano de previdência, com intervalos de 60 dias entre uma transferência e outra.
No PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), você pode deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% da sua renda bruta anual. Com isto, você reduz o imposto a pagar ou ainda poderá aumentar sua restituição. Mas esse beneficio fiscal só é vantajoso para quem faz a declaração pelo formulário completo e esta é a principal diferença destes dois produtos, pois o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é mais indicado para quem faz declaração simplificada ou não é tributado na fonte, como autônomos e profissionais liberais.
Há ainda uma variada gama de combinações entre planos de previdência e seguros de vida que podem garantir tranqüilidade a você e sua família em qualquer situação.
A previdência privada é tão ampla e permite tantas possibilidades que se transformou em matéria de sala de aula, onde se debate também seu papel social , sua contribuição para a poupança de longo prazo e para o desenvolvimento econômico do País. Nas universidades, o assunto começa a crescer como tema de pesquisas. Essas pesquisas e monografias são as informações mais apuradas sobre previdência privada, sob a luz da ciência. Uma oportunidade para conhecê-las é por meio do concurso de monografias de previdência privada complementar lançado pela Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP). Ao promover este desafio aos universitários, a ANSP espera estar contribuindo para a disseminação da cultura da previdência, bem como estudar e incentivar a pesquisa dessa indústria tão importante para o desenvolvimento do nosso País.
Deve estar avaliando, por exemplo, que muitas empresas, inclusive algumas do setor financeiro, não têm uma vida tão longa quanto a dos anos que faltam para a sua aposentaria ser paga. E se o seu dinheiro poupado com tanto suor sumir junto com a empresa? Quero informar que isso é impossível. Existem regras que garantem ao investidor que o contrato assinado será cumprido. O seu dinheiro não irá se misturar com o da empresa de previdência e estará sempre a sua disposição, mesmo que a empresa deixe de existir.
Você pode se perguntar também se um plano com 100% de investimento em renda fixa vai render o suficiente para realizar os objetivos esperados no seu plano previdenciário. Faz todo sentido, visto que ainda não inventaram uma bola de cristal boa o suficiente para prever os altos e baixos da economia brasileira. Mas não se preocupe, os planos VGBL e PGBL, que são os planos de previdência mais comuns, possibilitam que você altere a composição da carteira sempre que achar necessário. Assim é possível optar por diversas combinações entre renda fixa e variável de forma a buscar a melhor rentabilidade, sempre que assim o desejar.
E se porventura você estiver insatisfeito com o atendimento e/ou performance dos administradores da sua instituição poderá levar o seu plano para outra, sem maiores complicações e sem custos. É a chamada cláusula da portabilidade. A única exigência é uma carência de 60 dias da data do início de seu plano de previdência, com intervalos de 60 dias entre uma transferência e outra.
No PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), você pode deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% da sua renda bruta anual. Com isto, você reduz o imposto a pagar ou ainda poderá aumentar sua restituição. Mas esse beneficio fiscal só é vantajoso para quem faz a declaração pelo formulário completo e esta é a principal diferença destes dois produtos, pois o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é mais indicado para quem faz declaração simplificada ou não é tributado na fonte, como autônomos e profissionais liberais.
Há ainda uma variada gama de combinações entre planos de previdência e seguros de vida que podem garantir tranqüilidade a você e sua família em qualquer situação.
A previdência privada é tão ampla e permite tantas possibilidades que se transformou em matéria de sala de aula, onde se debate também seu papel social , sua contribuição para a poupança de longo prazo e para o desenvolvimento econômico do País. Nas universidades, o assunto começa a crescer como tema de pesquisas. Essas pesquisas e monografias são as informações mais apuradas sobre previdência privada, sob a luz da ciência. Uma oportunidade para conhecê-las é por meio do concurso de monografias de previdência privada complementar lançado pela Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP). Ao promover este desafio aos universitários, a ANSP espera estar contribuindo para a disseminação da cultura da previdência, bem como estudar e incentivar a pesquisa dessa indústria tão importante para o desenvolvimento do nosso País.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Captação de Previdência Privada cresce 41,38% em Abril - PGBL VGBL
O mercado de previdência complementar continua dando sinais de crescimento sustentado em 2007, na esteira do crescimento da economia. Dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que sucedeu a Anapp e que conta com 83 associados, apontam que a captação no mês de abril atingiu a marca de R$ 2,1 bilhões, o que representou um avanço de 41,38% na comparação com o mesmo mês de 2006, quando foi captado R$ 1,486 bilhão.
Essa marca foi impulsionada pelo VGBL, que cresceu 48,39%, passando de R$ 961,5 milhões para R$ 1,426 bilhão entre abril de 2006 e abril de 2007. O VGBL é o produto indicado para o investidor que não declara imposto pelo modelo completo.
O PGBL – produto ideal para quem declara imposto de renda, uma vez que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal - teve uma captação de R$ 317,5 milhões, o que representa uma queda de 3,79% em relação a abril de 2006, quando o volume de novas contribuições chegou a R$ 330 milhões.
Porém, o grande destaque do mês ficou por conta dos planos tradicionais – que garantem rendimento do IGP-M mais taxa de juros de 6%, mas que praticamente não são mais comercializados pelas seguradoras. A captação dessa modalidade de planos cresceu 84,69% entre abril de 2006 e abril de 2007, passando de R$ 192,6 milhões para R$ 355,9 milhões no período. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) captaram R$ 745 mil (queda de 60,56% na comparação com abril de 2006, quando foram captados R$ 1,889 milhão).
Em relação à participação no volume de contribuições por tipo de plano, o VGBL lidera o ranking, com 67,91% do total, seguido pelo PGBL, com 15,12% do total, seguindo por planos tradicionais, com 16,94% do total de novas contribuições. Os outros planos tiveram captação irrisória.
Por tipo de plano
Os dados da Fenaprevi mostram que em abril, os planos para menores registraram o melhor desempenho do período, com crescimento de 138,71%, consolidando captação de R$ 134,801 milhões contra captação de R$ 56,471 milhões registrada em abril de 2006.
Os planos individuais captaram, por sua vez, R$ 1,574 bilhão em abril deste ano contra R$ 1,212 bilhão no mesmo mês de 2006, com alta de 29,86%. Os planos corporativos tiveram alta de 80,45% na captação no período. Em abril de 2007, o volume de novos depósitos nessa categoria somou R$ 391,3 milhões, contra volume de R$ 216,9 milhões registrado no mesmo mês de 2006.
Os planos individuais confirmaram a maior fatia de participação na captação dos recursos de previdência, com 74,96% do total. Os planos empresariais contribuíram com 18,63% do total de captação, enquanto aqueles destinados a menores de idade perfizeram 6,42% do total captado durante abril de 2007.
QUADRIMESTRE – JANEIRO A ABRIL
De janeiro a abril, foram captados R$ 8,078 bilhões, o que representou um crescimento de 25,08% na comparação com o mesmo período de 2006, quando o mercado captou R$ 6,458 bilhões, segundo o balanço da Fenaprevi. No período, a captação de VGBL cresceu 34,58%, passando de R$ 4,035 bilhões no período entre janeiro e abril de 2006 para R$ 5,430 bilhões no mesmo período de 2007.
Já o PGBL captou R$ 1,431 bilhão, o que representa uma variação positiva de 0,61% em relação ao registrado no primeiro quadrimestre de 2006, quando atingiu a marca de R$ 1,423 bilhão.
A captação dos planos tradicionais cresceu 22,26% no período, alcançado o patamar de R$ 1,212 bilhão até abril de 2007, contra R$ 991,6 milhões captados no mesmo período de 2006. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) captaram R$ 4,190 milhões (queda de 53,42% na comparação com o acumulado até abril de 2006, quando foi captado R$ 8,995 milhões).
Em relação à participação no volume de contribuições por tipo de plano, o VGBL lidera o ranking, com 67,22% do total, seguido pelo PGBL, com 17,72% do total, seguindo por planos tradicionais, com 15,01% do total de novas contribuições. Os outros planos tiveram participação de 0,05%.
Por tipo de plano
Os dados da mostram que, no primeiro quadrimestre de 2007, os planos para menores cresceram 84,51%, consolidando captação de R$ 438,3 milhões, contra R$ 237,54 milhões auferidos no mesmo período de 2006.
Os planos corporativos captaram, por sua vez, R$ 1,502 bilhão no período contra R$ 1,111 bilhão no primeiro quadrimestre de 2006, com alta de 35,19%. Os planos individuais também tiveram um bom desempenho no período, com alta de 20,13% na captação. No primeiro quadrimestre de 2007, o volume de novos depósitos nessa categoria somou R$ 6,138 bilhões, contra R$ 5,110 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2006.
Os planos individuais confirmaram a maior fatia de participação na captação dos recursos de previdência, com 75,98% do total. Os planos empresariais contribuíram com 18,59% do total de captação, enquanto aqueles destinados a menores de idade perfizeram 5,43% do total captado no primeiro quadrimestre de 2007.
RESERVAS
Em relação a todos os produtos de previdência complementar, o nível de reservas técnicas – recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar – chegou a R$ 103,130 bilhões até abril de 2007, um crescimento de 25,49% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando esse indicador atingiu R$ 82,185 bilhões. O dado é acumulado desde o início da série.
Segundo o balanço de abril, o VGBL passou a compor 44,38% do total de recursos depositados em previdência complementar aberta no país. O PGBL representou 28,45% do total e os planos tradicionais, 26,67% do total acumulado desde o inicio da série. Outros produtos respondem por 0,5% do total de receitas.
CARTEIRA
Em relação à carteira de investimentos - que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores - o mercado de previdência complementar cresceu 25,85% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, a carteira do setor acumulou R$ 109,7 bilhões enquanto, em abril de 2006, o valor verificado era de R$ 86,6 bilhões. Os dados são acumulados desde o início da série.
A carteira de investimentos em previdência ficou dividida na seguinte forma: planos tradicionais, com 30,73% do total; VGBL, 41,79% do total e PGBL, 27,01%. Os outros produtos somaram 0,47% do total da carteira de previdência.
Essa marca foi impulsionada pelo VGBL, que cresceu 48,39%, passando de R$ 961,5 milhões para R$ 1,426 bilhão entre abril de 2006 e abril de 2007. O VGBL é o produto indicado para o investidor que não declara imposto pelo modelo completo.
O PGBL – produto ideal para quem declara imposto de renda, uma vez que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal - teve uma captação de R$ 317,5 milhões, o que representa uma queda de 3,79% em relação a abril de 2006, quando o volume de novas contribuições chegou a R$ 330 milhões.
Porém, o grande destaque do mês ficou por conta dos planos tradicionais – que garantem rendimento do IGP-M mais taxa de juros de 6%, mas que praticamente não são mais comercializados pelas seguradoras. A captação dessa modalidade de planos cresceu 84,69% entre abril de 2006 e abril de 2007, passando de R$ 192,6 milhões para R$ 355,9 milhões no período. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) captaram R$ 745 mil (queda de 60,56% na comparação com abril de 2006, quando foram captados R$ 1,889 milhão).
Em relação à participação no volume de contribuições por tipo de plano, o VGBL lidera o ranking, com 67,91% do total, seguido pelo PGBL, com 15,12% do total, seguindo por planos tradicionais, com 16,94% do total de novas contribuições. Os outros planos tiveram captação irrisória.
Por tipo de plano
Os dados da Fenaprevi mostram que em abril, os planos para menores registraram o melhor desempenho do período, com crescimento de 138,71%, consolidando captação de R$ 134,801 milhões contra captação de R$ 56,471 milhões registrada em abril de 2006.
Os planos individuais captaram, por sua vez, R$ 1,574 bilhão em abril deste ano contra R$ 1,212 bilhão no mesmo mês de 2006, com alta de 29,86%. Os planos corporativos tiveram alta de 80,45% na captação no período. Em abril de 2007, o volume de novos depósitos nessa categoria somou R$ 391,3 milhões, contra volume de R$ 216,9 milhões registrado no mesmo mês de 2006.
Os planos individuais confirmaram a maior fatia de participação na captação dos recursos de previdência, com 74,96% do total. Os planos empresariais contribuíram com 18,63% do total de captação, enquanto aqueles destinados a menores de idade perfizeram 6,42% do total captado durante abril de 2007.
QUADRIMESTRE – JANEIRO A ABRIL
De janeiro a abril, foram captados R$ 8,078 bilhões, o que representou um crescimento de 25,08% na comparação com o mesmo período de 2006, quando o mercado captou R$ 6,458 bilhões, segundo o balanço da Fenaprevi. No período, a captação de VGBL cresceu 34,58%, passando de R$ 4,035 bilhões no período entre janeiro e abril de 2006 para R$ 5,430 bilhões no mesmo período de 2007.
Já o PGBL captou R$ 1,431 bilhão, o que representa uma variação positiva de 0,61% em relação ao registrado no primeiro quadrimestre de 2006, quando atingiu a marca de R$ 1,423 bilhão.
A captação dos planos tradicionais cresceu 22,26% no período, alcançado o patamar de R$ 1,212 bilhão até abril de 2007, contra R$ 991,6 milhões captados no mesmo período de 2006. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) captaram R$ 4,190 milhões (queda de 53,42% na comparação com o acumulado até abril de 2006, quando foi captado R$ 8,995 milhões).
Em relação à participação no volume de contribuições por tipo de plano, o VGBL lidera o ranking, com 67,22% do total, seguido pelo PGBL, com 17,72% do total, seguindo por planos tradicionais, com 15,01% do total de novas contribuições. Os outros planos tiveram participação de 0,05%.
Por tipo de plano
Os dados da mostram que, no primeiro quadrimestre de 2007, os planos para menores cresceram 84,51%, consolidando captação de R$ 438,3 milhões, contra R$ 237,54 milhões auferidos no mesmo período de 2006.
Os planos corporativos captaram, por sua vez, R$ 1,502 bilhão no período contra R$ 1,111 bilhão no primeiro quadrimestre de 2006, com alta de 35,19%. Os planos individuais também tiveram um bom desempenho no período, com alta de 20,13% na captação. No primeiro quadrimestre de 2007, o volume de novos depósitos nessa categoria somou R$ 6,138 bilhões, contra R$ 5,110 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2006.
Os planos individuais confirmaram a maior fatia de participação na captação dos recursos de previdência, com 75,98% do total. Os planos empresariais contribuíram com 18,59% do total de captação, enquanto aqueles destinados a menores de idade perfizeram 5,43% do total captado no primeiro quadrimestre de 2007.
RESERVAS
Em relação a todos os produtos de previdência complementar, o nível de reservas técnicas – recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar – chegou a R$ 103,130 bilhões até abril de 2007, um crescimento de 25,49% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando esse indicador atingiu R$ 82,185 bilhões. O dado é acumulado desde o início da série.
Segundo o balanço de abril, o VGBL passou a compor 44,38% do total de recursos depositados em previdência complementar aberta no país. O PGBL representou 28,45% do total e os planos tradicionais, 26,67% do total acumulado desde o inicio da série. Outros produtos respondem por 0,5% do total de receitas.
CARTEIRA
Em relação à carteira de investimentos - que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores - o mercado de previdência complementar cresceu 25,85% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, a carteira do setor acumulou R$ 109,7 bilhões enquanto, em abril de 2006, o valor verificado era de R$ 86,6 bilhões. Os dados são acumulados desde o início da série.
A carteira de investimentos em previdência ficou dividida na seguinte forma: planos tradicionais, com 30,73% do total; VGBL, 41,79% do total e PGBL, 27,01%. Os outros produtos somaram 0,47% do total da carteira de previdência.
terça-feira, 12 de junho de 2007
Reservas superam os R$ 100 Bilhões na Previdência Privada
Planos para menores (www.previdenciainfantil.com.br) atingiu a marca de R$ 303,4 milhões, alta de 67,5%. A perspectiva de que os brasileiros terão que contribuir cada vez mais para o sistema de previdência pública, sem a certeza de receber o dinheiro de volta no futuro, continua sendo um dos principais impulsionadores para as vendas de planos de previdência complementar, mas por pouco tempo.
Por conta dos benefícios fiscais, além da sucessiva diminuição da rentabilidade dos fundos de renda fixa, a população começa a enxergar a previdência privada como opção de investimento de médio e longo prazo, independentemente da aposentadoria.
Prova disto é o crescimento das reservas - recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência de todos os produtos - chegou a R$ 101,1 bilhões até março de 2007, crescimento de 24,54%. A captação total foi de R$ 6 bilhões, alta de 20%. Os planos contratados em nome de filhos ou netos tem tido um dos melhores desempenhos. No primeiro trimestre deste ano, a captação dos planos para menores atingiu a marca de R$ 303,4 milhões, alta de 67,5%.
A principal meta do presidente da Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada e de Vida (Fenaprevi), que acaba de assumir o comando da entidade, é ajudar o mercado de previdência aberta e de seguro de vida a deslanchar. "Queremos viabilizar seguros de vida para a população de baixa renda e tornar os planos de previdência mais acessíveis para as pequenas e médias empresas".
Existe uma forte demanda por poupança de longo prazo e o produto cumpre a função de realizar sonhos, seja ele qual for. Para ele, o Brasil deve seguir o exemplo de mercados maduros, como o norte-americano, onde existem produtos bastante específicos, como os destinados a cobrir despesas educacionais e também de saúde.
Outra tendência será a criação de produtos com serviços agregados, a exemplo do que já existe em outras modalidades. "Temos um seguro de vida específico para as mulheres, com coberturas para doenças como câncer de mama. Estamos pensando em um plano de previdência com características parecidas".
Apesar de utilizarem roupagens diferenciadas, os planos de previdência voltados para fins específicos possuem estrutura parecida. Em geral, são PGBLs (Plano Gerador de Benefício Livre) ou VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), produtos que se diferenciam basicamente pela forma de tributação. Enquanto no PGBL é possível deduzir o valor das contribuições até o limite de 12% da renda bruta anual, no VGBL a tributação incide sobre o ganho de capital.
O que tem mudado bastante no mercado é o perfil dos participantes. "As mulheres estão em ascensão. Em 2006 elas eram 39% e hoje já são 42% dos clientes", diz o vice-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Marco Antônio Rossi.
A queda da faixa etária é outro fenômeno recente. "Temos clientes com idade entre 20 e 25 anos, que estão no primeiro emprego. Há pouco tempo isto não existia".
Outra aposta das seguradoras que atuam no mercado de previdência são os planos corporativos, especialmente os voltados para médias empresas. Diversas companhias estão reforçando os esforços para este público, que até então vinha sendo praticamente ignorado. A estratégia, neste caso, é oferecer, por meio do departamento de recursos humanos das empresas, vantagens que os funcionários não encontrariam na rede de distribuição tradicional. "Estamos trabalhando com este público há cerca de um ano e para isto estruturamos um núcleo de atendimento específico".
Segundo dados apurados pela Fenaprevi, os planos corporativos captaram R$ 1,1 bilhão nos três primeiros meses de 2007, o que representa uma elevação de 24% em relação a igual período de 2006. "Temos duas grandes metas para este ano: aumentar a carteira do público de alta renda e melhorar nossa inserção entre as empresas. "O principal apelo para os empregadores é a retenção de talentos".
Por conta dos benefícios fiscais, além da sucessiva diminuição da rentabilidade dos fundos de renda fixa, a população começa a enxergar a previdência privada como opção de investimento de médio e longo prazo, independentemente da aposentadoria.
Prova disto é o crescimento das reservas - recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência de todos os produtos - chegou a R$ 101,1 bilhões até março de 2007, crescimento de 24,54%. A captação total foi de R$ 6 bilhões, alta de 20%. Os planos contratados em nome de filhos ou netos tem tido um dos melhores desempenhos. No primeiro trimestre deste ano, a captação dos planos para menores atingiu a marca de R$ 303,4 milhões, alta de 67,5%.
A principal meta do presidente da Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada e de Vida (Fenaprevi), que acaba de assumir o comando da entidade, é ajudar o mercado de previdência aberta e de seguro de vida a deslanchar. "Queremos viabilizar seguros de vida para a população de baixa renda e tornar os planos de previdência mais acessíveis para as pequenas e médias empresas".
Existe uma forte demanda por poupança de longo prazo e o produto cumpre a função de realizar sonhos, seja ele qual for. Para ele, o Brasil deve seguir o exemplo de mercados maduros, como o norte-americano, onde existem produtos bastante específicos, como os destinados a cobrir despesas educacionais e também de saúde.
Outra tendência será a criação de produtos com serviços agregados, a exemplo do que já existe em outras modalidades. "Temos um seguro de vida específico para as mulheres, com coberturas para doenças como câncer de mama. Estamos pensando em um plano de previdência com características parecidas".
Apesar de utilizarem roupagens diferenciadas, os planos de previdência voltados para fins específicos possuem estrutura parecida. Em geral, são PGBLs (Plano Gerador de Benefício Livre) ou VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), produtos que se diferenciam basicamente pela forma de tributação. Enquanto no PGBL é possível deduzir o valor das contribuições até o limite de 12% da renda bruta anual, no VGBL a tributação incide sobre o ganho de capital.
O que tem mudado bastante no mercado é o perfil dos participantes. "As mulheres estão em ascensão. Em 2006 elas eram 39% e hoje já são 42% dos clientes", diz o vice-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Marco Antônio Rossi.
A queda da faixa etária é outro fenômeno recente. "Temos clientes com idade entre 20 e 25 anos, que estão no primeiro emprego. Há pouco tempo isto não existia".
Outra aposta das seguradoras que atuam no mercado de previdência são os planos corporativos, especialmente os voltados para médias empresas. Diversas companhias estão reforçando os esforços para este público, que até então vinha sendo praticamente ignorado. A estratégia, neste caso, é oferecer, por meio do departamento de recursos humanos das empresas, vantagens que os funcionários não encontrariam na rede de distribuição tradicional. "Estamos trabalhando com este público há cerca de um ano e para isto estruturamos um núcleo de atendimento específico".
Segundo dados apurados pela Fenaprevi, os planos corporativos captaram R$ 1,1 bilhão nos três primeiros meses de 2007, o que representa uma elevação de 24% em relação a igual período de 2006. "Temos duas grandes metas para este ano: aumentar a carteira do público de alta renda e melhorar nossa inserção entre as empresas. "O principal apelo para os empregadores é a retenção de talentos".
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Previdência Privada cresce 20% no primeiro trimestre
O setor de Previdência Privada aberta faturou R$ R$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre. Segundo a Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), esse valor é 20,2% maior que o apurado no mesmo período, em 2006.
O destaque, mais uma vez, foi o VGBL, que gerou receita da ordem de R$ 4 bilhões, 30,2% a mais do que nos três primeiros meses do ano passado. Já o PGBL cresceu apenas 1,9%, com receita de R$ 1,1 bilhão. O VGBL respondeu por 67% do faturamento do setor no trimestre.
Até março, as empresas de previdência aberta faturaram R$ 856,5 milhões com os planos tradicionais, o que representa um incremento de 7,2% em relação ao primeiro trimestre do exercício anterior.
Os dados da Fenaprevi mostram que, no primeiro trimestre, os planos para menores cresceram 67,6%, com receita total de R$ 303,4 milhões.
Já os planos corporativos captaram R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, com alta de 24,1%. Os planos individuais também tiveram um bom desempenho no período, com crescimento de 17,1% e R$ 4,5 bilhões em receita.
A maior parte do faturamento foi gerada pelos planos individuais (76,3%). Os planos empresariais contribuíram com 18,6% e aqueles destinados a menores de idade perfizeram 5,1% do total captado no primeiro trimestre.
Em relação à carteira de investimentos - que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores - o mercado de Previdência Privada complementar cresceu 25,2% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. No final do mês, essa carteira acumulava recursos da ordem de R$ 107 bilhões.
O destaque, mais uma vez, foi o VGBL, que gerou receita da ordem de R$ 4 bilhões, 30,2% a mais do que nos três primeiros meses do ano passado. Já o PGBL cresceu apenas 1,9%, com receita de R$ 1,1 bilhão. O VGBL respondeu por 67% do faturamento do setor no trimestre.
Até março, as empresas de previdência aberta faturaram R$ 856,5 milhões com os planos tradicionais, o que representa um incremento de 7,2% em relação ao primeiro trimestre do exercício anterior.
Os dados da Fenaprevi mostram que, no primeiro trimestre, os planos para menores cresceram 67,6%, com receita total de R$ 303,4 milhões.
Já os planos corporativos captaram R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, com alta de 24,1%. Os planos individuais também tiveram um bom desempenho no período, com crescimento de 17,1% e R$ 4,5 bilhões em receita.
A maior parte do faturamento foi gerada pelos planos individuais (76,3%). Os planos empresariais contribuíram com 18,6% e aqueles destinados a menores de idade perfizeram 5,1% do total captado no primeiro trimestre.
Em relação à carteira de investimentos - que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores - o mercado de Previdência Privada complementar cresceu 25,2% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. No final do mês, essa carteira acumulava recursos da ordem de R$ 107 bilhões.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Mulheres aplicam mais em Previdência Privada, e mais cedo
Data: 11.05.2007 - Fonte: Valor Econômico
Elas cada vez menos confiam aos homens seu sustento na aposentadoria. Segundo levantamento, a participação das mulheres na receita dos planos de previdência privada cresceu, sem parar, de 29% do patrimônio em 1994 para 45% no início deste ano, imprimindo tons de rosa a esse mercado até pouco tempo dominado pelos homens. "Temos a impressão de que as mulheres têm se preocupado mais com o futuro", diz Guimarães.Dos 970 mil clientes atuais da empresa, 390 mil, ou 41%, são mulheres. Indicaria também a preocupação maior das mulheres com o futuro o fato de elas ingressarem mais cedo nos planos e contribuírem por mais tempo. Em média, os clientes da seguradora começam a poupar para aposentadoria aos 34 anos, mas o público feminino ingressa aos 30.
Outro indício de que a mulher é mais consciente no trato com aplicações de longo prazo é que elas adotam mais a tabela regressiva de imposto de renda nos planos, diz Guimarães. A adesão é 20% superior a dos homens que escolhem o modelo de alíquotas decrescentes ao longo dos anos, que beneficia mais quem for disciplinado e permanecer por mais tempo.
No entanto, o valor médio de contribuição mensal das mulheres é inferior a do sexo masculino. Enquanto eles aplicam, em média, R$ 300,00 por mês, as investidoras colocam R$ 210,00. Contudo, segundo análise, o público poupador feminino investe um tempo em média 20% maior do que o masculino.
A estudante e estagiária de relações públicas de 23 anos Marina Lourenção, por exemplo, tem um plano de previdência privada desde os 12 anos, que era acumulado pela sua mãe. Aos 21, ela poderia optar entre sacar e comprar um carro ou começar a investir do próprio bolso e continuar a guardar. A estudante de Santo André (SP) optou por manter o investimento. "A previdência social já está quebrada e quando eu me aposentar não terei nenhum dinheiro do governo para mim."
Há políticas de marketing específicas para abordar o público feminino e considera a possibilidade de lançar produtos específicos para esse público, como Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs) e Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBLs) só para mulheres.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Migração entre Planos de Previdência Privada
Data: 26.04.2007 - Fonte: Valor Econômico
Em um ano, o prazo médio das transferências de recursos entre diferentes planos de previdência aberta caiu de 23 para apenas 10 dias corridos. Em abril do ano passado foi criado o Sistema de Intercâmbio para Documentos Eletrônicos (Side), que englobou em um mesmo ambiente todas as solicitações de portabilidade dos participantes de Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs) e Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBLs). Antes do Side, algumas migrações chegavam a durar até 60 dias. "Isso abalava muito a transparência, segurança e credibilidade do mercado", lembra.Com o avanço, o setor também consegue atingir as exigências do órgão regulador. Segundo circulares da Superintendência de Seguros Privados (Susep), as seguradoras têm prazo de até cinco dias úteis entre o período para a instituição liberar os recursos a partir da data de notificação feita pela companhia que receberá os recursos. Por esse critério, o prazo médio de transferências caiu para quatro dias.
Mas isso não quer dizer que todos os investidores conseguem transferir os recursos nesse prazo. Em março, em 22% dos casos a transferência não foi efetuada. Entre as principais causas para isso estão a falta de documentos ou mesmo desistência da migração. Se houver problemas com dados, o pedido terá de ser refeito.
De abril do ano passado até aqui, R$ 920 milhões já foram transferidos pelo Side. Apenas no mês passado, esse volume chegou a R$ 114,7 milhões, o recorde desde a sua criação. Quando mais participantes entendem que é simples migrar entre os planos, mais tendem a solicitar a transferência quando motivados a mudar de empresa, principalmente aqueles que estão com seus planos em Bancos.
Segundo Maida, além do Side, as seguradoras também aperfeiçoaram ferramentas de controle interno para migração, o que colabora com a queda do prazo médio de transferência. Para transferir os recursos, basta aos participantes ir consultar seu corretor (http://www.yrd.com.br) e informar a conta. Sobre o volume transferido, a seguradora que recebe o total não pode cobrar taxa de carregamento.
Maida, do Side, chama atenção para o fato de também ter caído a idade média dos participantes que solicitam a migração entre diferentes planos de previdência, sinal de que preocupações com rentabilidade e serviços das seguradoras estão mais em evidência entre os investidores. A parcela de portabilidade dos planos para menores, por exemplo, cresceu de 5,7% do total há um ano para quase 9% das migrações atualmente. No período, 73% dos pedidos de portabilidade referiram-se a participantes com menos de 50 anos.
Mas destaca que são ainda principalmente os participantes de maior renda que usam a portabilidade. O volume médio por transferência em março foi de R$ 36,6 mil. São exatamente esses participantes de maior porte os mais abordados por seguradoras concorrentes para transferirem os recursos.
A presença mais ostensiva de determinadas seguradoras no mercado em busca de novos clientes também estimula o crescimento da portabilidade, que pulou de poucos milhões há um ano para cerca de R$ 100 milhões atualmente. "E a tendência é de esse ritmo continuar em crescimento, porque cada vez mais gente tem planos de previdência, com mais recursos, e as empresas estão atuando em nichos mais segmentados".
A redução do prazo médio de transferência ganha importância à medida que mais investidores mudam seus recursos de planos conservadores para outros mais agressivos, com renda variável. Isso porque algumas semanas de rentabilidade da bolsa de valores podem significar boa diferença no patrimônio investido. Quem esperasse anteriormente 40, 50 dias para sair de um plano de renda fixa para ir a um com bolsa, poderia perder uma boa valorização nesse período.
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